sábado, 26 de julho de 2014

Cartas ao anônimo

 Bom, não estou postando taanto assim, mas pra compensar terminei resenha de Ele está de volta, vou postar até segunda-feira (só espero que eu lembre), e também fiz esse textinho, na verdade ja faz uns dias que escrevi no tédio da madrugada, então é isso espero que aprovem HIHI.

Cartas ao anônimo


  Era o início das férias de verão, estava no quintal da chácara dos meus tios, passando mais um dia sem graça. Não acredito em Deus, acho que sou o tipo de pessoa que tem inúmeros argumentos para fazer os outros mudarem de opinião, mas, enfim, se Deus realmente existisse, ou, realmente se importasse comigo ou com qualquer outra pessoa que pedia desenfreadamente ajuda, minha mãe estaria viva, meu melhor amigo teria considerado que existiam pessoas que realmente se importavam com ele, e o professor não teria anunciado, em plena manhã de primavera, de uma detestável quarta-feira, que Mike Oddonell teria explodido seus miolos na noite anterior, enquanto sua mãe jogava bingo com a vizinha, ele partiu, sem deixar ao menos um bilhete. As pessoas suportam tudo até um certo ponto, quando se passa de ponto, elas provavelmente enlouquecem, e, acho que Mike estava no limite, mas, algumas vezes me pergunto, que se... se eu soubesse de alguma coisa, e tentasse ajudar, ele ainda estaria aqui hoje.
  O que realmente me incomoda, é o fato de ele não ter deixado nem ao menos um bilhete, e eu não posso traze-lo de volta, ninguém pode, e acho que não conseguirei ver o mundo sem ele. Eu o amava, o amei intensamente, mas é tarde, tarde demais para fazer algo de bom.
  Estou realmente entediada, apesar do dia fantástico com o céu com poucas nuvens e o sol radiante, estou deprimida demais para fazer qualquer coisa além de escrever cartas e mais cartas, que, vão ficar nada mais, nada menos, que, no fim da gaveta da minha nova droga de vida, tudo perdido, tudo esquecido, para que um dia, se eu tiver sorte, alguém encontrar essas cartas, e, fazer algum bem a partir delas.
  Depois desse trecho melodramático completamente desnecessário, irei falar, bem, da minha antiga família. Meu pai: Alcoólatra e rebelde compulsivo, preso várias vezes por roubo e homicídio, mas, quem se importa? Ele era incrivelmente inteligente e talentoso, embora tivesse passado a infância toda em orfanatos, e, desperdiçado seu talento quando entrou para o mundo das drogas, ele era, basicamente um delinquente juvenil. Minha mãe: um exemplo de menina, a mais velha de oito irmãos, fluente e várias línguas, um orgulho para sua família, e nunca, nunca, nunca desobediente, a não ser pelo fato de não querer seguir a vontade de seu pai e se tornar médica, e, ao invés disso querer ser atriz, amava filmes e teatro, mas o seu favorito acima de todos era o filme Greta em Fuga, fugiu de casa aos 16 e entrou para um circo, onde conheceu meu pai, que estava sendo perseguido pela polícia por roubar justamente, o meu avô. Sim eu sei o que deve estar pensando "Éramos um exemplo de família..."


Continua... porque se eu continuar, vai ficar enorme. HEHE 

XOXO - Carol