terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Resenha O doador de memórias by Lais Lawry

Sinopse:Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.




 Não existe "lar", as pessoas moram em unidades familiares, estranhos selecionados para cada criança do centro de criação.  

 O livro começa - digo quando as coisas começam a acontecer mesmo - quando Jonas completa onze anos. E isso significa que ele teria que passar pela cerimônia para se tornar de fato "um onze" , assim como sua irmã se tornaria "uma nove".

 Durante a cerimônia, que definiria que carreira cada uma das crianças iria seguir pelo resto de suas vidas, para contribuir com o funcionamento da comunidade - sim, sem nenhuma pressão - o número atribuído a Jonas foi pulado.

 Como esperado, muitos acharam que seria um engano, algo que pudesse ser consertado. Não, não havia nenhum engano. Jonas foi selecionado para ser o próximo recebedor de memória, com todo cuidado para que não ocorra nenhum erro, como o último selecionado.

 Um recebedor de memória, completa um treinamento, recebendo lembranças que são privadas de todo o resto da sociedade. Com isso completo, o recebedor se torna um guardião, e o que transmite as memórias, o doador.


  Se passa em uma utopia, uma sociedade perfeita, sem desigualdade, guerra, ódio e dor.  As pessoas não apresentam qualquer tipo de sentimento, inclusive o amor. Não veem as cores, pois então haveria desigualdade. Não há vales ou montanhas, nem mesmo neve, pois isso acabaria com as plantações, e os vales dificultariam o tráfego.

 As memórias do que um dia existiu, são passadas de geração a geração para cada guardião, os únicos que tem acesso á tudo que foi "banido" - por assim dizer - da sociedade.



  Ao decorrer do livro, me perguntei se aquilo tudo estaria certo, se privar as pessoas das cores, amor ou até mesmo da dor, valeria a pena, em troco de uma "sociedade perfeita".

 Faz bastante tempo que li, não sabia exatamente nada sobre além de que o filme estava para ser lançado. Ganhei de presente de uma amiga no meu aniversário - no final da resenha deixarei o link com o blog dela para quem quiser conferir - 

 O mais interessante, é que me envolvi demais com o personagem, que foi muito bem trabalhado, de modo que sua personalidade se sobressaiu em relação a todos outros.

 O livro te faz se perguntar o que é uma sociedade perfeita, e se é certo aquilo tudo que fazem, se as memórias deveriam mesmo ser "escondidas" do resto da sociedade, mesmo sendo de coisas tão belas.